
E aqui segue uma sugestão...
A poetisa é Judith Teixeira
Crepúsculo
Lá vem a noite, as serras contornando;
É esta a hora negra dos vencidos!…
Ao longe, o arvoredo baloiçando toma aspectos bizarros, contorcidos…
Em ladainhas fúnebres, rezando, descem dos montes já escurecidos,
as aves agoirentas, voejando sobre os casais, na sombra adormecidos…
Hora em que se erguem maldições atrozes…
e em que os sinos, ao longe, são as vozes indefinidas de miséria e dor!…Hora dos neurasténicos, dos tristes…
Hora em que eu sinto bem que ainda existes,
nesta saudade duma dor maior!
Outubro 1922


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